quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Rosinha, a Esperança de Um Novo Ano



Vejo-os chegar!
Em roupagem de viagem trazem a lareira, no cheiro dos casacos e a neve, nas caras coradas.
Sorriem ao ver-me!
Parecem flocos de neve que uma fada vai tirando de uma saca feita carro, também ele branco, a lembrar Natal!
O primeiro a aparecer é o Quico. Mãos nos bolsos das calças que parece não terem rabo para as segurar, de tão largas são. Largo é também o sorriso quando me vê! Acena envergonhado, como qualquer jovem na idade desajeitada dos 16 anos!
Da porta acena um braço, metido numa luva multicolor.É da Rita, que com grandes cerimónias de menina que se sente mulher, aparece vagarosamente, quase lânguidamente, como se viesse embrulhada em lençóis de linho, aquecidos na porta da fornalha.
Antes que lhe tirem a vez, o Rafael dá o ar da sua graça. Cabelos espetados, nariz, faces e mãos vermelhas, da neve moldar e da lenha acartar. Trás nos olhos o espelho da ternura dos avós e sorri.
Saem depois três, que parecem um só.Mãe com duas filhas penduradas, como se de pingentes de gelo se tratasse, ou ornamentos de árvore de Natal, pendurados com fio dourado.
As duas caritas mal se viam, de tão enroladas em carapuços e cachecóis, mas entrevia-se uma chupeta côr de rosa que acompanhava os movimentos de uma boca pequenina, ainda doce dos das filhoses.
Uns olhos pretos, que me habituei a ver tristes, olharam para mim.
Abençoado seja o Menino que lhes devolveu a Luz! De tão brilhantes estarem, pareciam pérolas onde se reflectia a luz da lareira, que a aqueceu no Natal, envolta no carinho da Família.
Piscou-me um olho e sorriu!
Nada precisou de dizer! Naquele instante, naquele ínfimo momento em que nossos olhos se cruzaram, vi a mudança!
A batalha estava ganha !
O seu olhar, os seus gestos, o seu modo de inclinar a cabeça e sorrir de mansinho, alvorava uma chama nova, para o Novo Ano!

Tinha voltado a ESPERANÇA!

Essa Esperança que vi renascida naquele olhar, deixo-a aqui para vós.
Que nestes últimos dias de Natal, o Deus Menino a faça germinar nos nossos corações, para que cresça e floresça no Novo Ano que está a chegar.

Bem-haja aos que me ajudaram a fazer sorrir esta família. Que Deus vos culmine de Bênçãos no próximo ano.


Beijinhos cheios de Pó de Estrela. Até para o Ano!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

sábado, 26 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Votos de Um Feliz Natal




Queridos Amigos
Desejo a todos vós um Natal, com muita Alegria, Amor e Paz.
Que o Deus Menino vos traga um ano de 2010, com tudo aquilo que Ele sabe que faz falta a cada um de nós, incluíndo Paciência, Tolerância, Respeito, tudo embrulhado em papel de Luz

Deixo uma mensagem em baixo, que costumo ler todos os Natais !
Apesar dos anos, como continua actual !!!

Beijinhos cheios de Pó de Estrela

  Dia de Natal 
(António Gedeão)
Hoje é dia de ser bom. 

É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, 

de falar e de ouvir com mavioso tom, 

de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças. 



É dia de pensar nos outros - coitadinhos - nos que padecem, 

de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria, 

de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem, 

de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria. 



Comove tanta fraternidade universal. 

É só abrir o rádio e logo um coro de anjos, 

como se de anjos fosse, 

numa toada doce, 

de violas e banjos, 

entoa gravemente um hino ao Criador. 

E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor 
anuncia o melhor dos detergentes. 



De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu e as vozes crescem num fervor patético. 

(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu? 

Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.) 

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas. 

Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante. 

Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas 

e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates, 

com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica, 

cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates, 

as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica. 



Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito, 

ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores. 

É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito, 

como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores. 

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento. 

Adivinha~se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar. 

E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento 

e compra - louvado seja o Senhor! - o que nunca tinha pensado comprar. 



Mas a maior felicidade é a da gente pequena. 

Naquela véspera santa 

a sua comoção é tanta, tanta, tanta, 

que nem dorme serena. 



Cada menino 

abre um olhinho 

na noite incerta 

para ver se a aurora 

já está desperta. 

De manhãzinha 

salta da cama, 

corre à cozinha 

mesmo em pijama. 



Ah!!!!!!!!!! 



Na branda macieza 

da matutina luz 

aguarda~o a surpresa 

do Menino Jesus. 



Jesus, 

doce Jesus, 

o mesmo que nasceu na manjedoura, 

veio pôr no sapatinho 

do Pedrinho 

uma metralhadora. 



Que alegria 

reinou naquela casa em todo o santo dia! 

O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas, 

fuzilava tudo com devastadoras rajadas 

e obrigava as criadas 

a caírem no chão como se fossem mortas: 

tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá. 



Já está! 

E fazia-as erguer para de novo matá-las. 

E até mesmo a mamã e o sisudo papá 

fingiam 

que caíam 

crivados de balas. 



Dia de Confraternização Universal, 

dia de Amor, de Paz, de Felicidade, 

de Sonhos e Venturas. 

É dia de Natal. 

Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade. 

Glória a Deus nas Alturas


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Prémios de "Memórias de Natal"


Prémio 
Natal Alegria

Atribuído a:
M.2- Tité
M.3- Licas
M.4- Magui
M.5 - Quica
M.8 - Ana
M.10- Teresa

 

Prémio 
Natal de Ternura


Atribuído a:
M. 1 - Branca
M.6 - Mer
M.7- Elvira
M.9 - M.ª Emília
M.11 - Canduxa


A todos os participantes, o meu obrigada por terem respondido ao meu desafio e obrigada também por me permitirem viver uma nova experiência de Natal, que já é uma" Memória de Natal 2009"
guardada com muita ternura no meu coração.


Que o Deus Menino vos encha este Natal
de Alegria, Saúde, Amor
e
Paz
Um beijinho cheio de Pó de Estrela

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Como vamos pontuar! Certificado de Participação e...2ª parte da Memória da Teresa

 Queridos Amigos


A Veludinho perguntou-me hoje no Blog, como é que eu ia descalçar a bota da classificação das Memórias de Natal.
Eu tenho uma proposta, mas gostava de vos "OUVIR a TODAS" antes da oficializar. Depois, conforme o que responderem, assim agiremos democráticamente.


Então, aí vai!


Quando fiz este desafio no blog, nunca pensei vir a ter Memórias tão vividas como as que apareceram. Hoje, falando com o meu marido, acabei por lhe dizer que era uma perfeita estupidez estar a avaliar memórias, porque as memórias são aquilo que de melhor e de mais valor temos, sejam elas boas ou más para nós.
Podiamos avaliar a forma como foram escritas, mas algumas são tão difíceis de escrever, que só o facto de o fazerem, já merecem o melhor prémio.
Assim sendo, eu propunha criar dois prémios:
" Prémio Natal de Alegria" para as Memórias que nos fizeram rir
" Prémio Natal Ternura" para as Memórias que mais nos custaram a escrever.
Não haveria classificações! nem distinções!


Que dizem?
Fico a aguardar as vossas sentenças que serão cumpridas pela maioria.


Entretanto deixo-vos aqui o Certificado de Participação que já podem levar para os vossos cantinhos.

 e a 2ª parte da Memória da Teresa, para todos ficarmos a saber como acabou a Noite de Natal de Emigrante.

 UM Grande Beijinho cheiinho de Pó de Estrela de Natal e...
fico à espera

 Memória da Teresa 2

Perplexa a Vanessa olhou para a mãe.
Embaraçada e extremamente aborrecida por ter enganado a filha, tenta explicar o que tinha feito:
— Querida, eu já estava disposta a convidar um sem abrigo para passar a Noite de Consoada com a nossa família, quando na missa o padre Gregor deu aos fiéis a opção de convidarem um sem abrigo ou um estrangeiro; optei por um estrangeiro e tu concordaste.
— Concordei, sim. Mas tu afinal não convidaste nenhum estrangeiro.
— Convidei, sim. Convidei-me a mim própria.
— Mamã, mas tu não és estrangeira.
— Tu sabes muito bem que nasci em Portugal.
— Em Lamigu! Em Lamigu, gritou triunfante o Jochen.
— Em Lamego, Jochen! Já que te metes na conversa pronúncia ao menos correctamente o nome da minha terra.
— Para nós não és estrangeira, - disse a Vanessa docemente.
— Aqui na Alemanha sou eu a estrangeira. Em Portugal sóis vós os estrangeiros.
— A vossa mãe — interferiu o pai irritado — é mais alemã do que o próprio Papa.
— Tenho uma gota de sangue francês; uma gota de sangue espanhol, mas não tenho uma única gotinha de sangue alemão. Capito!
— A mamã envergonha-se de ter uma bisavó espanhola.
— Cala-te, Jochen, não gosto que digas disparates.
— Tu não gostas dos espanhóis? insistiu o Jochen.
— Isso já é uma outra história.
Passada a algazarra o pai virou-se para as crianças num tom conciliador:
— Agora vamos cantar e ver o que é que o Menino Jesus nos trouxe, enquanto estavámos na missa.
Durante o jantar a mãe observou-os a todos disfarçadamente. A Vanessa não erguia os olhos do prato. A mãe sentiu uma pena enorme da filha.
A meio da noite, como visse luz no corredor, a mãe levantou-se e fui bater ao de leve à porta do quarto da Vanessa. Estava sentada na cama e lia um livro.
— Ó minha querida, como sou má — disse a mãe entre soluços, abraçando-se à filha desesperadamente.
— Mamã, tu não és má. Tu és diferente!


M.11 Memórias da Canduxa "Porquê neste Natal?"


M.11ANDUXA

http://1mundocolorido.blogspot.com

 PORQUÊ NESTE NATAL?


Já vou mãezinha, estou só acabar a camisolinha do menino.
Está bem, não te demores que precisamos de fazer a lista das compras, respondeu com ar sorridente.
Aproveitava todos os momentos para acabar os inúmeros presentes que ainda tinha para este Natal.
Dei por mim a pensar que já nem estava tão preguiçosa para fazer aqueles trabalhitos de lã, que a minha mãe me ensinara a fazer, e que por vezes me aborreciam tanto.
Estava damasiado feliz!
Ao fim de 4 longos anos, íamos estar de novo todos juntos no Natal.
Era a mais nova de 5 irmãos e a guerra do ultramar há já algum tempo que não permitia a alegria de passarmos um Natal todos juntos.
Apesar de já ter 21 anos parecia uma autêntica criança.
A sorrir, pensava que os meus sobrinhos mais pequeninos ainda acreditavam no Pai Natal e imaginava quem seria o escolhido para se fazer passar por ele.
O céu parecia ter mais estrelas quando, naqueles dias frios de Dezembro, abria a janela do quarto e olhava para o infinito.
Será que vai nevar?
Seria ouro sobre azul!
Os manos tinham saudades da neve e os meninos ainda não a conheciam.
As árvores ficariam lindas e o jardim, que se podia ver da janela da minha casa, cobria-se com um manto branco que ninguém ousava pisar.
Ah... e que lindas aquelas flores que deixavam à mostra um pouco da sua cor!
Fechava os olhos e imaginava os pezinhos pequeninos dos mais novos enterrados na neve e a voz da minha a mãe a chamar por mim:

Vê se tens juízo, olha que os meninos podem-se constipar.
Ah, a minha cabeça não parava de sonhar, tudo me parecia tão real!
Os preparativos começaram logo no início de Dezembro e nada podia falhar, ouvia o meu pai dizer ao jantar.
Uma noite foi destinada para ele partir o bacalhau às postas. Não dava para acreditar a perfeição com que fazia tal trabalho...pareciam cortadas à régua de tão simétricas que ficavam.
Nunca consegui cortar um bacalhau assim!
Na Serra das Meadas, apanhei musgo verdinho salpicado de bolinhas de azevinho para o presépio.
Essa tarefa coube-me a mim e foi mais uma noite a desembrulhar aquelas adoráveis figurinhas de barro, pintadas à mão, que com carinho lá ia colocando em cima do musgo que cheirava a eucaliptos e pinheiros. Até consegui fazer a simulação de um rio e colocar os carneirinhos a beber água....lembro-me de ficar ali a usufruir daquela peqena maravilha...tudo tão simples e tão mágico!
O menino Jesus era único! Não só por ser de marfim, mas também pelo seu tamanho.Pequenino de tal maneira, que mais parecia uma estrelinha a brilhar em noite sem lua.
Pensava sempre nessa altura quem teria sido o autor de tal obra. Nunca vim a saber!
Montei também a árvore, a um canto do presépio, e enfeitei-a com figurinhas de chocolate em formato de pinhas, sininhos, pais natais e bolinhas.
As fitas coloridas e brilhantes, anjinhos de cartão, pintadinhos às cores, e alguns embrulhinhos que faziam lembrar prendinhas, tornavam a árvore mágica... e eu sorria feliz a olhar mais uma tarefa concluída


Uma noite o meu pai trouxe confeitos às cores, que foram distribuídos por saquinhas de pano todas iguais. Na noite de Natal era costume cada um ter o seu saquinho para poder jogar o jogo do rapa....tira, põe e deixa. Este jogo era uma tradição antiga, que quando éramos mais pequenos, nunca faltava nos nossos Natais.
Este ano vão ser para os mais pequenos, dizia o meu pai com os olhos a brilhar.
À medida que os dias passavam mais a saudade apertava e não via o dia 24 chegar.
A minha mãe comprou presentes para os netinhos e só faltava mesmo comprar os alimentos mais frescos para confeccionar os doces tradicionais.


Estava muito frio naquele dia 21 de Dezembro de 1972, em Lamego.
Combinei com a minha mãe que depois do jantar iríamos preparar a abóbora menina, que depois de cozida tinha que escorrer num saco de pano toda a noite ao relento, para no dia seguinte fazer os deliciosos bolinhos de gerimu e também a chila, não menos trabalhosa, que tinha de ser preparada com todo o cuidado.
Depois do almoço a minha mãe preparou-se para ir ao cabeleireiro e fazer uma visita de Natal a uma prima mais velha, a quem gostava sempre de levar uns deliciosos biscoitos de azeite, feitos por ela.
Fiquei em casa a terminar os últimos presentes e a ajudar a empregada nas últimas limpezas da casa.
As horas foram passando e de vez enquanto olhava o relógio sem saber o porquê da tanta demora da minha mãe.
Lembrei-me que era possível ter ido à missa das 6h e sorri ao pensar que ela adorava ir assistir, sempre que podia, a uma missinha....foi mesmo o que aconteceu!
O frio apertava!
A noite caiu trazendo consigo um frio gélido que se estendia por aquela cidade tão pequenina, mas tão acolhedora.
Espreitei pela janela e vi que o céu estava branco e quase que podia sentir o cheiro da neve.
Estava tudo a tomar o rumo certo. Até neve iríamos ter!
Comecei a preparar o jantar para que não houvesse atrasos nas tarefas combinadas e perto das 7h senti a porta da rua a abrir.
Do cimo das escadas perguntei:
Mãezinha, está bem?
Estou na cozinha a adiantar o jantar, acrescentei.
A resposta não chegou e esperei um pouco mais.
Fez-se um enorme silêncio e o meu coração bateu devagarinho. Deve estar a olhar a mala que o mano deixou pousada no meio do quarto, pensei.
Não fiquei muito convencida com aquele pensamento e desci rapidamente as escadas duas a duas, como sempre costumava fazer.
Entro no quarto e deparo com a minha mãe estática, olhando fixamente a mala.
Ainda da porta perguntei:
Sabe quem chegou?
O teu irmão, respondeu num tom baixo e sem se mexer.
Nesse preciso momento cheguei perto dela e só tive tempo de a segurar com os meus braços. Puxei-a para a cama e não sabia o que fazer. Deixou de me falar, não respondia, momentos de aflição e eu ali sozinha.... e agora?
Puxei-a com força para cima da cama e corri a chamar ajuda. Veio a vizinha e rapidamente galguei as escadas correndo 100m para alcançar a casa do médico, felizmente que ele morava perto.
Tudo se passou em 15m e já nada havia a fazer.
Fiz tudo que era possível fazer naquele curto espaço de tempo e no cimo das escadas, com a cabeça entre as mãos, saíram os primeiros soluços.
Será que alguém avisou o meu pai e os meus irmãos do que acabara de acontecer?
Não consegui levantar-me dali e não queria pensar em nada. O meu corpo e a minha alma recusavam-se a aceitar tudo o que tinha acontecido tão de repente.
Finalmente chegou o meu pai e irmão e alguém avisou os outros, que rapidamente vieram do Porto.
Nessa noite, destinada a fazer tantas coisas deliciosas, estávamos ali inconsoláveis, olhando uns para os outros e com os olhos banhados de lágrimas.

Na minha cabeça martelava a frase: Porquê neste Natal?


Só mais tarde e ao longo dos anos consegui obter uma resposta para tudo que acontecera.
Foram dois dias longos, onde não conseguia muito bem distinguir o que era ou não real.
Lembro-me que ali, perante o corpo sem vida da minha mãe, prometemos mantermo-nos unidos e amigos para sempre.
Era o grande sonho da minha mãe… a UNIÃO da sua família.
Passamos o Natal no Porto, em casa da minha irmã mais velha, e juntamente com o meu pai fomos aceitando a sua partida.
O seu espírito, a sua memória, a sua presença e o seu sorriso ficaram connosco para sempre e todos os seus ensinamentos ganharam uma nova dimensão na vida de cada um de nós.
Ela foi sem dúvida o nosso melhor exemplo!
A partir desta data, começamos a celebrar o Natal sempre juntos e esta mulher maravilhosa é sempre recordada como a mãe mais linda, bondosa, doce e sábia que soube educar os filhos com muito amor e grande espírito de união.
Toda a sua vida e a sua partida, neste Natal, fez de nós a família que hoje somos.
Uma família muito especial.... que ama, perdoa, é solidária e acima de tudo mantêm-se unida nos bons e nos maus momentos.


Acredito que nada na nossa vida acontece por acaso!


Neste Natal, terei a idade que a minha mãe tinha quando partiu, talvez por isso e porque ela é uma presença viva e constante na minha vida não poderia deixar de partilhar, convosco, estas memórias de Natal.

                                                     
Obrigado Quica por nos teres desafiado a escrever as nossas Memórias de Natal.

Feliz Natal!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

M.10- Memórias da Teresa - "Surpresa"


M.10ERESA


Surpresa



Vanessa chegou mais cedo a casa, dirigindo-se imediatamente à cozinha, onde se encontrava a mãe a preparar o almoço.
— Mamã, posso falar contigo?
— Agora não! Estou atrasadíssima e os teus irmãos chegam daqui a pouco. Estive toda a manhã a decorar a sala; como sabes, o Natal é bonito, mas dá muito trabalho.
— Eles ainda demoram. Eu vim mais cedo para casa.
Não tive aula de alemão, o meu professor ficou em casa doente.
— Mesmo assim, estou atrasada e não tenho tempo para te ouvir. Não pode ficar para depois do almoço?
— Mamã, preciso de falar contigo já. É um assunto muito importante.
— Porque é que os meus filhos têm sempre coisas importantíssimas para me dizer à hora do almoço? Já é uma praga!
— Mamã, por favor!
— Está bem, Vani, então diz lá.
— Hoje na aula de moral o nosso professor pediu para não esquecermos o significado do Natal. O Natal é a festa do nascimento de Jesus, que veio ao mundo para nos salvar. Temos que manter com as nossas obras e acções a mensagem de amor que Ele nos trouxe.

— Vani, queres dizer, que este ano não queres presentes?
— Não é isso, mamã! Tu trocas sempre tudo. Podemos manter o Espírito Cristão do Natal mesmo com presentes.
— Então, o que me queres dizer com toda essa conversa?
— O meu professor sugeriu, que seria um gesto bonito convidar um sem-abrigo para festejar a Noite de Consoada com a família.
— É um gesto bonito e muito cristão, não haja dúvida.
— Queres dizer, que concordas em convidar um sem-abrigo para consoar connosco?
— Connosco? Por amor de Deus! Não foi isso o que eu disse, Vani. Eu só disse, que era um gesto bonito e cristão.
— Mamã, tu achas a ideia boa, mas não a queres praticar, é isso?
A mãe horrorizou-se só de pensar numa Noite de Consoada com um sem-abrigo - numa sala que tanto trabalho lhe dera a decorar. Resignada respondeu:
— Está bem, Vani, vou pensar nisso, mas agora deixa-me fazer o almoço.
Vanessa cantava no coro da igreja. Todos os domingos lá estava toda a família no banco da frente a assistir à missa e para a ouvir cantar.
No 3º Domingo de Advento o padre Gregor dirigiu-se aos fiéis após o sermão, dizendo a mesma coisa que a Vanessa tinha dito dias antes. Também ele falou solemente sobre o significado do Natal, terminando com as palavras, de que seria um acto cristão e do agrado do Senhor, se cada
família convidasse na Noite de Consoada um sem-abrigo ou um estrangeiro.
— Alto lá! Então, os estrangeiros são considerados uns sem-abrigo, disse a mãe entre dentes.
A caminho de casa foi a mãe a primeira a falar:
— Vani, e se convidássemos um estrangeiro em vez de um sem-abrigo?
A filha olhou para ela surpreendida
— Se preferes, podes convidar um estrangeiro.

A mãe suspirou aliviada.
Por volta das 4 da tarde do dia 24 de Dezembro toda a família se reúniu na igreja da paróquia, sentando-se no primeiro banco para assistir à missa de Natal para as crianças . A Vanessa cantou no coro e a Vivien
foi um dos pastorinhos na cena do presépio. 
No final da missa houve as habituais trocas de Boas Festas no adro da igreja. 

Um ambiente quente e acolhedor esperava a família em casa, sendo o enorme presépio e a àrvore de Natal decorada a primor o encanto de todos.

Da cozinha não chegou a fumegar o bacalhau com todos, a ceia da consoada da mãe noutros tempos; da cozinha chegou sim, um cheirinho a ganso assado recheado com castanhas.
Entretanto a Vanessa começou a ficar impaciente.

- Quando chega o nosso convidado, mamã? perguntou ansiosa.
Maliciosa a mãe sorriu.
— Já chegou, minha querida.
— Já chegou? Aonde está?
— Aqui, Vani: SOU EU!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

M.9 - Memórias da Maria Emília- Grande Lição de Vida

M.9ARIA EMÍLIA




Grande lição de Vida



Tenho três filhos: a Mónica, o Miguel e o caçula, o Gonçalo, que é dez anos mais novo do que a irmã. No ano em que a Mónica morreu, não consegui arranjar força nem ânimo para celebrar o Natal como costumávamos fazer. Fomos para Andorra para a neve e as festas do Natal passaram assim. No ano seguinte, mal chegou o Outono, combinámos ir à Eurodisney. Mais uma desculpa para evitar o Natal em casa e todas as recordações que ele nos trazia. Os miúdos pareciam muitos felizes e procurávamos dar-lhes o que podíamos de melhor (julgava eu).


Quando recomeçaram as aulas em Janeiro, a professora de Português do Gonçalo, no 5º ano, com dez anos, pediu à turma que fizesse uma composição: “Como foi o meu Natal”. O pequenito entregou então uma folha onde escreveu:
- “Em minha casa, desde que a minha irmã morreu, nunca mais houve Natal”.

Que grande lição! Afinal o que os nossos filhos queriam era o aconchego da lareira, o presépio os sonhos e o bacalhau. Os dez dias passados em Paris foram de sonho mas não foram de Natal. Os filhos ensinam-nos tantas coisas!  


sábado, 12 de dezembro de 2009

M.8 Memórias da AnaVeludinho "Um Natal na Terra "




http://babyvelvet.blogspot.com 
   Natal Na Terra





Eu não tenho terra. Nunca tive.
 Nascida e criada em Lisboa, sou aquilo que se chama uma "alfacinha de gema", embora não tenha nem um grande amor pela cidade nem nunca lhe tenha descoberto a tal luz especial que tantos falam. Reconheço que deve ser uma deficiência minha, mas é assim, os seus amantes que me perdoem. Há zonas de que gosto mais do que outras, mas amá-la, não amo.
Pequenina, no colégio, sofria daquilo que considerava um enorme defeito, que era não ter "terra". Sobretudo na época das férias grandes ou no Natal e Páscoa, quando as minhas amiguinhas iam todas para a terra e eu não.
Assim, porque mesmo pequenina já era muito voluntariosa, cheguei um dia a casa e disse ao meu Pai:








Papá, eu quero uma terra. Tem que me comprar uma terra!
Ele olhou-me com olhos atentos como sempre fazia quando eu falava com ele e disse-me que eu já tinha muitas terras. Que agora ainda não eram minhas, mas que um dia seriam.
- Não, eu quero uma terra agora.
E expliquei-lhe o meu problema.
Mais aliviado, ele disse-me que se o problema era esse, então podia escolher entre a terra da minha mãe, no Alentejo, ou a dele, perto de Óbidos.
Resolvi ficar com ambas. Naquela altura, sentia mais a dele como minha, por ser lá que a minha avó tinha a quinta e lá passar toda a família, o Natal.
Só muito mais tarde vim a descobrir o encanto do Alentejo e por ele me apaixonei, dizendo hoje a todos que sou alentejana.
Assim, no último dia de aulas, com um ar blasé enquanto guardava as coisas na minha minúscula pasta, deixei cair:
- Tenho que me despachar para ir fazer as malas. Logo à noite, vamos para a terra.
Ninguém me ouviu mas eu senti que algo na minha vida tinha mudado.

A casa da quinta era enorme, e disso já aqui falei o ano passado, e embora fosse na enorme sala que todos se reuniam e conversavam junto à lareira ou com os pés metidos debaixo de camilhas, em pequenas mesas redondas com braseiras, era a cozinha que me fascinava e era nela que passava parte do dia e um pouco da noite, nas vésperas de Natal.
Havia o grande fogão de ferro, com muitas bocas e outras tantas portinhas, uma de cada tamanho, onde as criadas ( que me perdoem as auxiliares domésticas) iam metendo madeira para manterem o fogo sempre aceso.
Havia uma enorme mesa com tampo de mármore onde se alinhavam os alguidares que tinham, todos um destino: o das batatas, o das couves, o das filhoses que depois era embrulhado em cobertores e posto junto ao fogão para levedarem, e um espaço destinado a bater a massa do pão e dos bolos que depois seriam cozidos no forno de lenha.


Aquela azáfama tinha uma magia que me atraía como as lâmpadas atraiem os insectos. Toda aquela gente trabalhava como uma orquestra bem ensaiada, debaixo da batuta da minha avó.
Esta minha avó não era a minha preferida. Tinha até um pouco de medo dela. Era austera demais e isso brigava com o espírito livre e desalinhado que sempre tive.
Sendo viúva, era ela que se sentava na cabeceira da enorme mesa ficando à sua frente o filho mais velho, o outro a seguir do seu lado direito e assim sucessivamente, com os filhos de um lado, as noras de outro e os netos e a neta ( eu era a única menina), intermeados no meio de toda aquela gente. Em noites de Natal, à Ceia, éramos mais de 25 à mesa.

Depois de ela fazer a oração habitual, podíamos então iniciar a refeição.
Naquela altura, mandava a tradição que depois de virmos da Missa do Galo rezada na capela da quinta, todas as crianças punham o sapatinho na chaminé, já que os presentes só eram abertos na manhã seguinte.
Nunca percebi porque razão os adultos também tinham presentes, se nunca lá vi os sapatos deles, mas isso é outra história.
Todos os Natais era a mesma coisa: depois da Missa e da Ceia, as crianças iam para a cama, o meu pai e os meus tios ficavam a conversar na sala e as mulheres iam para a cozinha, o que aliás muito irritava a minha avó.
Naquele Natal, devia ter os meus 5 anos, resolvi sair da cama e ir espreitar a chaminé para ver se já lá estavam os presentes.
Escondida atrás do reposteiro que tapava a porta da cozinha, preparava-me para espreitar quando ouvi esta frase, dita pela Ermelinda, a mais velha cozinheira da minha avó:
- Bom, vamos lá então tirar os tomates ao perú!
 


- Ó Ermelinda, tenha modos - ouvi a voz severa da minha avó.
Fiquei imóvel e estarrecida. Então o perú tinha tomates? E iam tirar-lhos? E comiam-se?
Dei meia volta sem seque me lembrar dos presentes e fui enfiar-me debaixo dos cobertores, na minha cama, com aquela dos tomates na cabeça.
No dia seguinte, mal o sol raiou, eu e os meus primos, todos em pijama, corremos para a cozinha, onde, como sempre, os presentes nos esperavam.
Foi a confusão do costume, à qual se seguiu um lauto pequeno-almoço com todos os doces tradicionais de Natal mais os típicos da zona e depois fomos todos arranjar-nos para a Missa do meio-dia, essa na capela da aldeia.
Quando chegou a hora do almoço, todos sentados nos seus respectivos lugares, eis que entra com pompa e circunstância o enorme perú, todo enfeitado.
 


Era assim todos os anos.
Depois da avó dizer a oração, o filho mais velho trinchava o perú como um ritual.
Mas aquele almoço ia ser diferente.
De repente, e antes que o meu Pai começasse a trinchar o bicho, eu cortei com os rituais e as regras todas e tornei aquele Natal tão inesquecível que ainda hoje oiço uma certa pergunta, nos almoços de Natal, hoje infelizmente já com quase ninguém desse tempo presente, excepto os meus primos e os meus pais.
Levantei-me e pus-me de joelhos em cima da cadeira para ficar maior e alto e bom som disse:
- Eu quero os tomates do perú!
Fez-se um silêncio total por uns segundos, após o que, todos tentavam controlar o riso, excepto a minha avó, que mantendo o seu ar de sempre ( embora, acho eu, tivésse ficado com o carrapito um bocado de lado, mas se calhar foi impressão minha...) me disse:
- A menina sente-se e não diga disparates.
Depois do almoço tentei que alguém me explicasse o que era isso dos tomates e porquê que não mos tinham dado, mas o mais que consegui foi que a Ermelinda me respondesse com ar jocoso:
- Ó menina, isso o melhor é perguntar às peruas!
O facto é, que ainda hoje, à chegada do perú à mesa, me perguntam: então e continua a querer os tomates?




Só que agora essa pergunta provoca em mim um sorriso nostágico, até uma lágrima ao canto do olho, pelos Natais maravilhosos da minha infância que se foram para sempre.

Ana Barbosa Souto

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Desafio da Licas em tom Natalício



Recebi o desafio de responder às perguntas que se seguem. Quem costuma andar por aqui, sabe que eu já respondi às mesmas, mas...como gosto MUITO da Licas, vou responder outra vez, mas com ar Natalício!


Mandam as regras indicar depois 5 blogues que dêem continuidade ao desafio.
como já passou por aqui várias vezes, deixo-o para quem a ele queira responder, com alusões à época Natalícia


Então aqui estou eu pronta para continuar em alegria este Natal dos nossos blogs:
Eu já tive 52 Natais lindos, ( de três não me lembro, mas pelos seguintes, tiro a amostra)cheios de ternura, de magia e de Valores como o Respeito, a Partilha, a Solidariedade, a Alegria, a Paz e o Amor.



Eu nunca  passei um Natal sem ir à Missa do Galo!


 
Eu sei que de algum modo, as Estrelas que me guiaram ao longo da vida, estão felizes por verem que continuo a pôr em prática as Tradições Natalícias da nossa linda Covilhã




Eu quero continuar a passar a todos os que comigo convivem , a Magia desta época, para que um dia mais tarde, a possam recordar docemente como eu.

Eu sonho Com um Natal onde não haja preocupações de guerra, de fome e de "desrespeito" pela Humanidade!

(Toda a gente sabe que eu sonho,
e o sonho faz parte da minha vida
e sempre que eu sonho
nasce a esperança
de que este mundo
seja lindo...como uma criança!





 um beijinho a todos cheiinho de Pó de Estrela

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O Presépio em Portugal





pormenores de Presépios – oficina de Machado de Castro
séc. XVIII – barro policromado

Machado de Castro (Coimbra, 1731 – Lisboa, 1812)
Escultor, trabalhou na chamada Escola de Mafra. É autor das esculturas do monumento a D. José, no Terreiro do Paço, em Lisboa. Foi um notável ceramista, criador de minuciosos presépios de barro policromado.

Os presépios portugueses constituem importantes obras de arte, grandes barristas portugueses ocuparam-se com esta arte. Nestes presépios existe uma conciliação perfeita do folclore português com as correntes estéticas.

O Livro da Fundação do Mosteiro do Salvador da Cidade de Lisboa, de 1618, de autoria de Maria Baptista, refere-se à existência de um presépio ali, antes dos meados de Quinhentos, presépio esse muito venerado.

Há notícia de, pelo menos, outro presépio em Lisboa no século XVI, este foi encomendado a Bastião d’Artiaga em 1558 pela irmandade dos Livreiros de Lisboa, para a Igreja de Santa Catarina do Monte Sinai.

No século XVII, os presépios começam a espalhar-se pelo país.
O presépio barroco, no século XVIII, desenvolveu-se em Portugal no reinado de D. João V, recebendo talvez sugestão dos seus congéneres do Sul de Itália.
É neste século que se notabiliza, em Portugal, a produção de presépios pelas mãos de grandes barristas, em especial, Machado de Castro e António Ferreira.

Machado de Castro, em defesa perante as opiniões de um crítico, refere-se a António Ferreira, esclarecendo “que [se] não operou senão em barro, ou cera, não deixa por isso de ser Escultor”. Ora, tanto Machado Ferreira como António Ferreira, e de um modo geral todos os escultores da época, praticaram uma escultura de pequeno formato, em barro, onde a modelação impera.
Dos mais conhecidos presépios de Machado de Castro, destacam-se o da Igreja da Sé Patriarcal de Lisboa e o da Basílica da Estrela, também em Lisboa.
António Ferreira criou, também, importantes presépios, entre outros foi ele o escultor do enorme presépio da Igreja Madre de Deus, situada em Lisboa.
Nesta época, os presépios têm uma presença constante em igrejas, conventos e lares particulares. Infelizmente, muitos desses presépios foram desmantelados, como é o caso do famoso exemplar da Cartuxa de Laveiras, mesmo assim subsistem montados bons exemplares como é o caso do da Sé (1776), o da Basílica da Estrela (1782), o da Igreja de S. José, o da Capela da Senhora do Monte e o da Igreja dos Mártires; desmontados ou apenas com figuras avulsas estão em vários museus, como o Museu da Arte Antiga e do Azulejo.

Os presépios são largas narrativas que contam com a participação de pequenas figuras. Contudo, também existem em pequeno formato, com menor número de figuras e com uma narrativa mais sintética, como o do Palácio de Mafra, este é um pequeno presépio em madeira atribuído a José de Almeida.

De entres os presépios de maiores dimensões, temos como exemplos: o da Estela com cerca de 500 figuras e o da Madre de Deus com cerca de 200. Um outro presépio de grande dimensão encontra-se no coro alto do Mosteiro de Santo André de Ponta Delgada, nos Açores, e integrado no Museu Carlos Machado.

No século XIX, o presépio começou a ser objecto da arte popular, caindo em desuso a criação de presépios de monumentais.
Com introdução, em Portugal, do costume da árvore de natal no século XX, o presépio, infelizmente, passou para segundo plano.

Para quem quiser saber mais, deixo uma sugestão de livro:


Alexandre Nobre Pais reúne, neste magnífico álbum, amplamente ilustrado, alguns dos mais importantes presépios nacionais, incluindo vários de colecções particulares. Um documento raro da bibliografia portuguesa.
Neste livro poderá conhecer as origens de uma tradição secular, as histórias da História do presépio, do séc. XVIII, e algumas das colecções privadas, habitualmente afastadas dos olhares públicos. Uma arte muito representativa da religiosidade do nosso país, que, por falta de exemplos conservados, não tem conseguido afirmar-se como arte maior de reconhecida originalidade.

Proximamente: A tradição da Árvore de Natal


Beijinhos com cheirinho a musgo