
sábado, 30 de maio de 2009
Sonhei com Estrelas

quarta-feira, 27 de maio de 2009
Ser de Música
quinta-feira, 21 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Margaridas da Serra
Um dia, uns homens muito maus magoaram o filho da rainha e ela ficou muito,muito triste!
( como a Ovinho chorou quando o Miguelito se magoou no olhinho cor de azeitona!)
Então a Rainha foi para a serra e começou a chorar, a chorar e não havia nada que a fizesse voltar a sorrir...
Os pastores também estavam muito tristes sem saber o que fazer, quando se lembraram que podiam pedir ajuda às suas estrelas que brilhavam no céu!
As estrelas que também gostavam muito daquela Rainha, foram a correr chamar os anjos do Céu para eles as ajudarem. Assim foi!
Os anjos vieram e com as suas mãozinhas de anjo, recolheram as lágrimas da Rainha e sopraram-lhes para que elas se espalhassem e não lhe molhasse mais o vestido.
Então, como por magia, as lágrimas transformaram-se em flores pequeninas, brancas como a neve e com corolas douradas como as estrelas...
E cobriram os vales e os campos da serra. A Rainha , quando viu a sua serra tão bonita, sorriu... e os pastores, as estrelas e os anjos sorriram também. Desde aí, que na primavera a serra da Rainha se enche de flores pequeninas que os pastores dizem que são "margaridas da serra". Estas florinhas não se podem plantar nos nossos jardins,porque são as lágrimas da rainha que sorriem para todas as pessoas que passeiam na serra e alegram os seus corações... Como vês Margarida, o teu nome agora já tem um bocadinho mais de magia... Espero que tenhas gostado! Deixo-te uma beijoquinha muito grande, cheia de pó de estrela mágico. (para o Miguelito da Ovinho, e para as netinhas da Tite, também deixo pózinhos de estrela)
O Pastor e a Estrela

Olhar o céu todas as noites, decifrar linguagens das estrelas, lua, nuvens e ventos era momento de prazer sempre renovado.
Quando se está só, as coisas que nos rodeiam ganham outra importância. Temos tempo para elas, entendemo-las, deixamos que entrem connosco na nossa vida. E à noitinha, no veludo negro do céu, via estrelas lindas, lindas que não sabe por que loucura ouvia falar. Aquele barulho e o tremeluzir ritmavam melodias, conversas, confidencias... E os jogos que faziam? Fugiam para um lado e para o outro, escorregavam sabe-se lá para onde, dançavam... Escondiam-se!
Era então que o pastor desdobrava recordações, passeando pelo Largo da sua Infância com acenos de felicidade... E lembrava-se das histórias com estrelas. Todos tínhamos uma no céu, dizia-se. Boa ou má... Ah! Se um dia descobrisse a sua Estrela!!!
Noite após noite, procurava um sinal, um sussurro... A Lua olhava-o divertida e aguardava serenamente poder assistir ao encontro do pastor e da sua Estrela.
Era nas noites sem sono que o som da flauta subia mais alto no silêncio.
O brilho da minha estrela
Aquece o negro do céu;
Espreito-a pela janela,
Marco encontro: ela e eu.
Sou jovem enamorado
À noite mato a saudade,
Desce no sopro da Estrela
Um sol de Felicidade.
- Pastor, sou a tua Estrela! Pastor, sou a tua Estrela! - ouviu-se.
Era lá possível! Cantigas, são cantigas! Não queria acreditar! Esfregou os ouvidos, os olhos. E ouviu de novo:
- Pastor, sou a tua Estrela!
E tremeluzia rindo em brilho de poeta e paz. O pastor teve receio. Beliscou-se até doer para sentir que estava acordado. E estava mesmo... Porque a Estrela continuava:
- Que linda a tua serenata! Diz-me os teus anseios, mas pensa bem, antes de decidires. Traçado o Caminho da Vontade, partiremos juntos, e não voltaremos atrás. Quando quiseres, chama-me! Sou a tua Estrela.
E afastou-se devagarinho.
Prisioneiro daquela voz que lhe oferecia viagens, deixou fugir as ideias para paraísos sumarentos. Abandonou-se a uma loucura saborosa e teceu aventuras que acariciou com o desejo semeado pela espera. Queria partir, conhecer serranias altas, coroadas de branco...
Numa noite luminosa olhou o céu:
- Estrela, minha Estrela. Sou eu que te chamo! Vem comigo!
O cheiro das lareiras da aldeia entranhava-se no ar e bafos tépidos, conhecidos, aconchegavam e prendiam as gentes. Mas o pastor tinha de seu apenas a solidão e uma vontade que recusava resignação e bolores. Vizinho de um mundo de sonho, partiu com a Estrela mais brilhante. Marcou os caminhos que percorreu com a alegria. Irrequieto e insubmisso, em cada terra, um sonho novo subia-lhe à cabeça e reinventava o gosto de viver. Fascinava-o uma criança, um regato de cantilenas, uma romã aberta... Eram imagens que soldava ao corpo, para construir pilares capazes de exorcizar tristezas, hipocrisias, azedumes.
O pastor tinha escolhido uma Boa Estrela.
Os anos passaram. Os caminhos da montanha rendilhados de branco estavam próximos. No céu, a Estrela brilhava cada vez mais intensamente. Entrava-lhe todas as noites nas palheiras que lhe serviam de abrigo. Desafiava-o feliz para todos os percursos até ao local do seu encantamento. Do alto da Serra, dominaria horizontes mais largos e maior seria o seu prazer franciscano de se emocionar, admirar e acariciar ternamente o que o rodeava.
- Pastor, sou a tua Estrela! Estamos perto. - confidenciava-lhe.
Flautas mágicas cantavam com o sopro do vento. O pastor cansava-se, subia... A Estrela à sua frente, corria, corria, corria em fúria de chegar.
- Tão bonita a Serra!
- Tão bonita a Serra! Ecoavam as vozes voando longe, longe, longe.
Pastor mergulhou o olhar nos rumores e espaços marcados por pedras e lagoas, plantas e bichos a quem ouviria histórias... para contar.
Ali ficaria. Com a Estrela sua companheira, Amiga e conselheira, durante uma vida. Esperavam que a noite descesse para as longas conversas e confidências...
Diz-se que o Rei cioso das maravilhas do seu reino, teve conhecimento desta Amizade. E quis a Estrela. Coleccionador de raridades aspirava possuí-la.
- Dou-te o que pedires. Ofereço-te poder e privilégios que nunca conheceste em troca da tua Estrela.
No rosto do pastor desenhou-se a admiração:
- Não posso dá-la! - elucidou - É a minha Estrela e ficará comigo para sempre. Vossa Majestade pode escolher uma no Céu.
O Rei não acreditava no que ouvia:
- Recusas as riquezas, o bem-estar, poderios? Não sabes o que fazes. Para que te serve uma estrela se não tens mais nada?
- Eu tenho um dom digno de deuses. Conheço meu caminho. Tracei-o com as minhas mãos; povoei a vida com alegrias - e algumas tristezas! - que não posso oferecer, nem trocar, nem esquecer... Fizeram de mim o que sou...
A Estrela ouviu o pastor. Na noite de veludo brilhou com maior fulgor.
Ainda hoje, todas as noites se vê na Serra uma Estrela linda, estranha, diferente de todas as outras. Acompanha o pastor e é sempre... ternamente apaixonada pelos pastores e pela Serra a que deu o nome:
A Serra da Estrela.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Estrela

segunda-feira, 11 de maio de 2009
desassossego

terça-feira, 5 de maio de 2009
Nem tudo são margaridas...

segunda-feira, 4 de maio de 2009
A história de um Blog

sábado, 2 de maio de 2009
